Oficina Brasil


ZM apresenta seus planejamentos para 2020 e suas novidades para o mercado aftermarket

Confira nossa entrevista com Alexandre Zen, CEO da ZM, que fala sobre sua trajetória profissional, a expansão de sua fábrica e seus principais lançamentos

Compartilhe
Por Da Redação


Avaliação da Matéria

Faça a sua avaliação

Conte um pouco de sua trajetória profissional?

Iniciei minhas atividades na empresa ZM no ano de 1991, onde na época, ocupava a função de aprendiz de desenhista. Conciliei os estudos com o trabalho, e desde então nunca realizei atividades em outra empresa, a não ser na própria ZM. Com o passar dos anos e ao mesmo tempo realizando os estudos na faculdade de Engenharia seguida de uma outra de Administração de Empresas, fui ocupando funções com maiores responsabilidades, chegando a ser designado como responsável pela engenharia de produtos. Nos anos seguintes, fui sendo designado a várias outras funções, com mais responsabilidades e atribuições, onde pude ir me aprimorando, amadurecendo profissionalmente até eu estar pronto para que eu chegasse ao momento atual, como CEO da empresa.

Gostaríamos de saber como está sendo desenvolvida a expansão da fábrica?

A expansão da nossa fábrica impressiona até mesmo nossos próprios colaboradores, uma vez que a empresa procura realizar tudo com seus recursos próprios. Nada temos contra os financiamentos que realmente ajudam a alavancar diversos setores da economia, mas em nosso caso, primamos pela liquidez em nossos balanços fiscais. O planejamento e a equipe para isso é própria da ZM, pois nada melhor que o nosso pessoal "de casa" para entender dos processos e das necessidade de melhorias contínuas que podem ser aplicadas em nossos novos projetos. Toda a nova empresa é projetada para atender a um fluxo produtivo que agregue valor ao processo, pois entendemos, que os consumidores dos nosso produtos, não podem e não devem pagar pelos desperdícios dos processos desnecessários que não fazem parte do produto final e ao que ele se destina. Para isso o planejamento deve ser próximo da perfeição, ou seja, máquinas, colaboradores e lay out precisam estar numa sintonia perfeita, como uma orquestra. Quando isso não acontece e a orquestra desafina, temos os custos agregados, encarecendo os processos, os custos de produção e por consequência, refletindo no valor final do produto. Como não queremos que isso aconteça, seguimos a risca e temos como palavras de ordem: planejamento, execução e sintonia.

Qual a estratégia da ZM para se diferenciar no mercado?

Diferenciar-se do mercado, quando tudo acaba sendo um commodity não é tarefa fácil para nenhuma empresa. As matérias-primas são as mesmas, as máquinas são as mesmas, mas o ser humano NÃO. Nossos diferenciais estão em nossa equipe. Nossos colaboradores, alguns já com muitos anos de empresa, procuram entender a fundo os nossos processos e a realizar as suas atividades sempre com o foco no cliente. Colocam-se como verdadeiros clientes da própria empresa, muitas vezes com um nível de preocupação e dinamismo que impressiona até mesmo a mim. Isso faz uma equipe forte e motivada para desenvolver processos que realmente atraem e mantêm os nossos clientes. Dizer que o produtos tem qualidade, que a entrega dos pedidos e rápida e precisa, que o processo atende ao "lean", que o atendimento de pós-venda realmente funciona, não é mais um diferencial, e sim uma obrigação. Quem tenta ainda vender qualidade como diferencial, esqueceu que isso já tornou-se uma commodity e provavelmente já iniciou a contagem regressiva do seu negócio.

Sabemos que o processo decisório por uma marca e por um produto ocorre de fato, no ambiente da oficina mecânica independente, pelo reparador automotivo. Como vocês enxergam o papel deste profissional na formulação da estratégia de desenvolvimento de produtos?

O profissional reparador, seja na oficina mecânica ou auto-elétrico, tem processo decisório na escolha da marca. Nós da ZM estamos aprimorando cada vez mais esse canal de comunicação entre fábrica e o aplicador dos nossos produtos, criando vias de relacionamento, seja através de redes sociais, seja através de atendimento direto, visando ampliar a confiança que o profissional pode ter com a nossa empresa. Nossa cadeia de distribuição, hoje sendo realizada por mais de 400 distribuidores seja da linha mecânica ou da linha elétrica, não pode ser o único canal de comunicação com o reparador automotivo, uma vez que os mesmos trabalham com as mais diversas fábricas e dentre elas várias filosofias de atendimentos diferentes. Na ZM, primamos pela excelência dos detalhes e isso inclui uma linha cada vez mais direta de informação da empresa direto nas mãos dos aplicadores.

Quais os principais lançamentos e novidades para este ano?

Estamos com um lançamento muitíssimo importante para a empresa em 2020 e que vocês saberão em breve. Nossa linha mecânica será ampliada e o mais importante (como indústria), é que serão produtos fabricados dentro da nossa nova unidade de Brusque, com um altíssimo índice de verticalização, assim como já acontece nas demais linhas da ZM.

Nós temos por filosofia verticalizar em muito o nosso processo produtivo, sempre com uma dependência mínima de fornecedores para os componentes que fazem parte dos nosso produtos finais. Nossa política, faz com que partamos da matéria-prima direto para os componentes, sendo produzidos em nossa planta, aliás, esse sim é um diferencial da ZM quando nos referimos a qualidade dos nossos produtos. Sempre que identificamos um problema potencial, conseguimos rapidamente tomar ações corretivas imediatas, evitando assim longos contratempos, justamente por essa nossa "autonomia produtiva". E nesta nova linha não será diferente. A ZM já vem importando e adquirindo desde o início de 2019, todos os equipamentos necessários para a produção dessa nova linha, a qual será formada por quase 1.000 (skus) part numbers diferentes. Novamente, todos produzidos no Brasil na nossa nova unidade de Brusque, que terá mais de 55 mil m2 de área construída e será inaugurada em breve. Dentro do mês de maio de 2020 essa nova linha será definitivamente lançada e poderemos então, dar a imprensa maiores detalhes de todo o projeto. Por enquanto, aguardem a novidade!

Quais são os desafios atuais da empresa?

Os desafios tornam-se cada vez mais difíceis com o advento da tecnologia, uma vez que naturalmente os processos tornam-se mais rapidamente obsoletos em comparação a décadas passadas. Neste momento, estamos em projeto e execução da implantação simultânea dos processos de gestão de manufatura que possam estar alinhados com a indústria 4.0. Acredito que a comunicação "ser humano - máquina - processo - produto " precisa ser melhor aprimorada, pois como já disse anteriormente, várias atividades que não agregam valor ou que burocratizam as tomadas de decisões devem ser substituídas pela inteligência artificial.

É inadmissível o homem realizar tarefas que de alguma forma poderiam ser substituídas pela aplicação da tecnologia. Acredito que a mão de obra humana possa ser reconsiderada e melhor aplicada em outras frentes de trabalho. Considero um enorme desafio essa nova revolução industrial, pois paradigmas fortes precisam ser quebrados dentro da nossa própria empresa, para que possamos subir mais esse degrau no setor produtivo e galgar os resultados de formas mais inteligente.

Quais as expectativas para 2020?

2020 para a ZM será um ano desafiador e muito positivo, assim como já vem acontecendo ano após ano em nossa empresa. Estamos em constante crescimento e a cada ano nossa empresa vem destacando-se frente ao mercado automotivo. Por anos consecutivos a ZM vem sendo reconhecida como a empresa mais rentável do setor automotivo da região, com balanço publicado entre os três estados do sul do Brasil. Alcançar resultados como este, faz com que nossos colaboradores trabalhem com foco no resultado e lucro sustentável, sempre sentindo-se parte dos processos e reconhecidos e valorizados pelos seus resultados. Somente com lucro, uma empresa amplia seu portfólio de produtos e seus processos.

Aproveite este espaço para deixar uma mensagem aos nossos leitores.

Gostaria realmente que todas as empresas brasileiras buscarem comportamentos e filosofias de trabalho baseados na sustentabilidade dos seus processos e dos relacionamentos, sejam elas empresas de serviços ou produtos. Ainda no Brasil, temos uma visão muito egoísta, possivelmente herança dos anos de maus exemplos do que o brasileiro assiste em alguns setores da nossa economia (e até da vida cotidiana mesmo...). Parece que se você não "leva vantagem" em alguma coisa, você não é esperto o suficiente. Precisamos ser mais inteligentes e menos espertos, nesse sentido do levar vantagem. Uma economia forte somente se estabelece quando todos ganham, quando todos somam e todos pensam em todos. 

Comentários