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Chevrolet Onix Midnight turbo - quem acelerou disse que não era possível ser um motor 1.0

Representando a segunda geração, o Onix 2021, que é fabricado no estado do Rio Grande do Sul, surpreendeu e agradou nossos reparadores que fizeram a avaliação deste carro que se destaca pelo torque elevado

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Por Antonio Gaspar de Oliveira


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Antes de falar sobre o Onix Midnight, é preciso ressaltar a importância de uma indústria que se instalou no nosso país em 1925 no bairro do Ipiranga, na zona sul da cidade de São Paulo, onde foi criada a primeira fabrica da montadora. Depois de dois anos apenas, já estava instalada a segunda fábrica da General Motors no Brasil em São Caetano do Sul, município que integra a grande São Paulo, também na região sul, onde fomos retirar o Onix Midnight, passando pelo portão Nº1 da fábrica que é mantido na forma original há 94 anos.

Ao passar pela cancela da portaria, dois funcionários da GM ficaram curiosos e perguntaram qual era o modelo, pois eles estavam em uma posição que viram a frente e a lateral do carro e ficaram surpresos ao saber que era um Onix Midnight. Talvez pelo motivo deste carro ser fabricado no Sul, os funcionários de São Paulo não têm o conhecimento deste modelo, mas foi interessante o questionamento feito por eles.

O Onix Midnight é o sedã que traz de série o conceito todo preto aplicado na carroceria e acabamentos, para agregar sofisticação e oferecer um destaque que o coloca em um patamar mais elevado em relação aos outros modelos da mesma categoria. 

A customização era mais aplicada pelos clientes que compravam os veículos e queriam algum diferencial e a personalização variava de acordo com o desejo de cada proprietário. A customização chegou nas montadoras e o modelo Midnight é o resultado que a GM disponibiliza para os clientes que querem um carro diferenciado que combina com o seu estilo.

Para a General Motors, o Brasil representa o maior mercado do modelo no mundo, por isso que o nosso país foi escolhido para a estreia do Onix Midnight. 

A série se diferencia das demais versões do sedã por conta do conjunto frontal mais esportivo, com a nova grade tipo colmeia em preto brilhante e pelos faróis tipo projetor com máscara negra. O modelo conta também com rodas escurecidas de 16 polegadas com desenho diferenciado da versão Premier original, assim como os frisos frontais e laterais e logos, que aqui aparecem monocromáticos, incluindo a gravata Chevrolet em preto, característica de séries especiais da marca. 

Os bancos dianteiros e traseiros contam com revestimento premium na cor preto Jet Black, exclusivo da versão, combinando com o interior e com a pintura da carroceria na cor preto perolado com micropartículas metálicas, capaz de criar um efeito tridimensional que ressalta as linhas do desenho do carro.

Aproveitando que a fábrica da GM fica em São Caetano do Sul, visitamos a oficina mais próxima da fábrica, a Qualicenter Auto (www.instagram.com/qualicenterauto) na av. Goiás 2439, onde fomos bem recebidos pelo Gilberto que já foi pedindo para fazer uma foto do carro para divulgar nas redes sociais. 

A oficina tem o apoio da bandeira Bosch, bastante espaço para oferecer serviços que vão além da mecânica e eletrônica para atender todo serviço que o cliente precisar.

Além dos equipamentos especiais, a equipe está preparada e em sintonia com o perfil de clientes da região, inclusive no atendimento de frotistas, que gera um bom volume de serviços, mas o Gilberto sabe muito bem que não pode esquecer de dar uma atenção especial para os clientes que possuem carros particulares. 

O Gilberto acumulou bastante experiência no período que era funcionário de oficinas e não poupava esforços no trabalho e nos estudos, participava de todas as palestras e treinamentos oferecidos pelas fábricas. Isso ajudou a conquistar cargos de gerência, mas ele queria mais e conseguiu, hoje ele tem o seu sonho realizado que é a sua própria oficina. 

Como o Onix Midnight é fabricado pela GM, então fomos visitar uma oficina especializada na marca e em um público que não era bem aceito pelas oficinas, os taxistas. A oficina é a Só GM, que fica no bairro Santa Cecília na região central da capital paulista. No início das atividades, só tinha a venda de peças para veículos GM, com o passar do tempo, o Ilson Santos percebeu que poderia vender a peça e o serviço e foi a decisão certa na época, pois teve que ampliar a oficina, depois abriu mais uma para atender o número crescente de clientes que chegou a atingir cerca de 1.800 carro por mês. Este número impressiona qualquer dono de oficina e para fazer tantos serviços, o Ilson contava com uma equipe de 60 funcionários.

Curiosamente, a maioria das oficinas da região são de ex-funcionários da Só GM que atualmente tem uma estrutura reduzida, já não atende tantos clientes, mas marcou época com a atitude inovadora de especialização em uma marca e em um perfil de clientes.

O Lucas, que é o filho do Ilson, nos atendeu e contou um pouco sobre a fase de ouro da Só GM. Endereço: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 211, bairro Santa Cecília, São Paulo.

A terceira oficina visitada foi a Interceptor Auto Repair (https://interceptor.com.br), no bairro Água Branca na região oeste da cidade de São Paulo, que atende carros de todas as marcas, mas a dupla Silvio e Eder costuma ir um pouco além da reparação dos veículos.

Como a oficina é grande, foi dividida em duas partes para atender aos serviços rotineiros de manutenção e a outra parte ficou dedicada para atender a projetos especiais que envolvem a preparação de motores, restauração e customização de veículos novos e antigos e por demandar mais tempo, fica em uma área destinada somente para esta atividade.

Posicionado logo na entrada da oficina, tem um dinamômetro de rolo que não está no nível do piso e para colocar o carro foi instalado um elevador de rampa, onde o carro é colocado, elevado alguns centímetros para que as rodas do eixo de tração sejam colocadas sobre os cilindros.

O objetivo do Silvio, que é o proprietário, é utilizar o dinamômetro para fazer uma avaliação inicial do veículo sem ter que ir acelerar nas ruas e avenidas da cidade e literalmente correndo riscos desnecessários, e depois de fazer as manutenções ou intervenções para melhorar o desempenho dos carros, gerar um relatório final que comprova as melhorias obtidas.

O Sílvio e sua equipe executam os serviços e comprovam no dinamômetro a eficiência do trabalho realizado, através do software que informa as medições de perdas máximas e médias, potência instantânea, potência na roda e no virabrequim, tempo de aceleração e vale destacar alguns sensores que contribuem na geração destas informações como os sensores fixos de alinhamento, balanceamento e o sensor que detecta o peso automaticamente. 

Não colocamos o Onix Midnight no dinamômetro porque poderia causar algum dano (brincadeira), pois a potência dele é para veículos de até 2.000 cavalos, já os 116 cavalos do Onix iriam gerar um gráfico muito pequeno no monitor, mas é possível ver a pick-up colocada no dinamômetro que utiliza o elevador para ajustar a altura. 

Primeiras impressões

O Gilberto da Qualicenter Auto ficou feliz com a nossa visita e por estar tão perto da fábrica, agradeceu pela escolha da oficina dele para avaliar o Onix Midnight, que ele não conhecia.

O desenho do carro chama muito a atenção porque só de olhar já dá para imaginar que ele tem atrativos diferentes dos outros modelos. Para o Gilberto e para a maioria dos reparadores é impossível falar de um carro sem dar uma olhadinha no compartimento do motor, com o capô aberto a conversa não parou mais. 

O Lucas trabalha na Só GM, tem um carro da GM e se empolgou ao ver o Onix Midnight por ser um carro aparentemente simples, mas logo ele percebeu que as aparências realmente enganam. Ele começou observando a cor preta diferenciada, o acabamento cuidadoso aplicado pela GM e o espaço interno que acomodou os seus dois metros de altura.

Segundo o Lucas, é até natural que as pessoas usem como referência o primeiro modelo do Onix que é mais simples e é isso que causa o impacto quando chega na oficina um Onix Midnight totalmente preto e com vários acessórios. 

Na Interceptor, o Eder foi o primeiro a ver o Onix Midnight e ficou impressionado com os espaços no porta-malas que tem até uma espécie de protetor de caçamba emborrachado que protege e facilita a limpeza. O espaço dos passageiros do banco de trás também é muito amplo, assim como o motorista e o passageiro podem esticar as pernas, principalmente para o Eder que é de tamanho grande. 

O Silvio, além de dar aquela olhadinha na parte externa do carro, na verdade queria mesmo é saber o que tinha debaixo do capô para justificar o estilo do carro. Não dá para dizer que um carro é semiesportivo, geralmente o fabricante faz o possível para obter o melhor e não o maior desempenho de um motor que vai combinar com o desenho e acabamento do modelo do carro.

Ao volante

Chegou o momento esperado por todos e o Gilberto soube como tirar o melhor proveito para testar o carro e ele fez o que toda oficina faz diariamente, foi buscar uma peça, só que, desfilando de Onix Midnight, passou em frente ao portão Nº 1 da GM e seguiu para a zona norte de São Paulo para comprar uma bomba de vácuo para uma pick-up Ford Ranger diesel.

Neste percurso o Gilberto teve todo tempo para desfrutar do desempenho do carro que surpreende pelo torque oferecido pelo motor turbo de pequeno porte, mas muito valente e ligeiro no trânsito da cidade. Como ele pediu para levar mais carros para ele conhecer, acreditamos que o Onix Midnight foi aprovado pelo Gilberto. 

O Lucas da Só GM, que tem um GM Cobalt e usa todos os dias para ir para o trabalho, usou uma frase que revela o que ele sentiu ao dirigir o Onix Midnight:  

“Vou vender meu Cobalt para comprar um Onix porque simplesmente ele tem muito mais pegada de saída que o meu carro.”

O Lucas estava se referindo ao desempenho do motor de três cilindros e do turbo que garantem um torque diferenciado que qualquer motorista vai descobrir ao dirigir este modelo de carro. 

Esta percepção do torque elevado também foi notada pelo Eder, que comparou com o desempenho de um motor de maior cilindrada, mas com reações mais rápidas proporcionadas pela ação do turbocompressor. Mesmo com câmbio automático o Onix Midnight mostra a sua valentia nas arrancadas e retomadas de velocidades pelas ruas da cidade.

O Silvio já tinha mostrado o dinamômetro para teste dos carros, mas ele não dispensa o uso da sua pista de teste que toda oficina tem nas ruas próximas da oficina. Depois de dirigir um pouco mais para sentir as reações do carro, ele acelerou e o carro não decepcionou, considerando que é um sedã médio, equipado com um motor pequeno.

Motor

O motor do Onix Midnight oferece toda facilidade de acesso aos componentes principais e ao abrir o capô do carro, os reparadores logo notaram isso e já foram fazendo elogios.

Visando à agilidade na manutenção, o Lucas lembrou que a facilidade que este motor oferece também é interessante para o dono do carro que vai gastar menos e ter o carro de volta em um menor tempo. Para os serviços básicos como troca do filtro de óleo, tem o acesso fácil por baixo e da mesma forma o filtro de combustível que fica ao lado do tanque de combustível, bem perto do filtro do canister. 

O Gilberto verificou que este motor usa correia de sincronismo banhada a óleo e ele já atendeu um cliente frotista que tem carros Ford Fiesta que não respeitou as especificações do óleo lubrificante e a correia foi danificada.

A consequência foi o entupimento da entrada da bomba de óleo pelos resíduos que saíram da correia, devido a reação do óleo inadequado com o material de construção da correia.  É o que acontece quando as orientações do fabricante do veículo não são levadas a sério, mas este motor tem a identificação do lubrificante impressa na tampa de abastecimento do óleo, é o Dexos 5W-30.

É impressionante o que esta correia resiste, pois a previsão de troca especificada pela GM é de 240 mil quilômetros, isso significa que, para quem roda cerca de 15 mil quilômetros por ano, só vai fazer a substituição da correia depois de 15 anos, mas se respeitar o período de troca do óleo e com a especificação correta. A mesma quilometragem também é aplicada para a troca da correia da bomba de óleo.

Este óleo possui formulação específica com uso de aditivos e antioxidantes que previnem o processo de envelhecimento dos componentes da correia como os elastômeros e fibras especiais de alta resistência.

Silvio, que tem longa experiência na busca do maior desempenho do motor, sabe que se as trocas de óleo forem negligenciadas, o óleo degradado não será capaz de proteger a correia. 

Podemos dizer que é uma atualização de desempenho, uma vez que a correia dentada é mais leve do que uma corrente e pode absorver e isolar as vibrações e ruídos do virabrequim e do comando de válvulas, pois a correia é mais silenciosa e não rouba potência adicional do motor.

Os fabricantes de correias banhadas em óleo afirmam que essas correias úmidas oferecem uma redução de até 30% na fricção em comparação com correntes ou correias secas.

Transmissão

Equipado com transmissão automática de seis velocidades, possui as relações de marchas bem escalonadas e compatíveis com o desempenho do motor turbo de 1 litro, foi isso que o Silvio percebeu ao andar e acelerar tudo para extrair os 116 cavalos do motor de três cilindros do Onix Midnight. Agora com um olhar mais técnico e direcionado para a manutenção de um câmbio automático, a princípio tem que seguir o que o fabricante recomenda, principalmente nos períodos de trocas de óleo, pois boa parte dos defeitos que surgem são por decorrência de falta de manutenção e a primeira delas é a falta da troca do óleo no período recomendado. Depois que o prazo de troca passa da quilometragem e muitas vezes passa muito, tem que orientar o cliente sobre a possibilidade de surgir algum defeito com a aplicação do óleo novo depois de tanto tempo de uso sem manutenção.

O Lucas compartilha da mesma orientação para os clientes porque eles acreditam que trocando o óleo, o câmbio está renovado e é fato, desde que esteja dentro dos períodos de trocas, mas se já passou, a dúvida se o funcionamento do câmbio vai continuar normal depois da troca deve ser bem esclarecida para evitar aborrecimentos com o cliente e prejuízos para a oficina.

Tem casos que o melhor a fazer é indicar um especialista em transmissão automática que atende clientes todos os dias e conseguem mostrar até outros casos que já foram resolvidos ou outros que tiveram que ser reparados. Lembrando que câmbio automático tem manutenção cara e corre o risco ainda de dar retorno. É comum ouvir de especialistas que no câmbio automático não tem meio serviço, pelo contrário, tem que fazer tudo que for necessário e é isso que deixa o serviço com preço elevado. 

O Gilberto sabe que o conjunto mecânico do Onix Midnight tem muita tecnologia na transmissão automática de seis velocidades que é adequada ao motor turbo que oferece desempenho tanto no uso urbano quanto nas estradas.

O desafio está em manter este conjunto funcionando sem problemas e para isso é preciso fazer as manutenções dentro dos períodos recomendados ou até um pouco antes de forma preventiva.

Na prática sabemos que isso não acontece e quando o carro chega na oficina é porque tem algum problema e quando o defeito está no câmbio automático, pode se preparar que a pancada é grande e às vezes o cliente não entende.

Sempre surgem dúvidas entre as oficinas sobre a troca do óleo do câmbio automático e a resposta está no manual do carro que no caso Onix tem a informação correta que sugere a troca do óleo a cada 80 mil km e outra informação muito importante que está no manual é a especificação do óleo e a GM recomenda usar o Dexron VI.

Suspensão, freios e direção 

Na Qualicenter Auto, o Gilberto investiu em um equipamento de alinhamento e já aproveitou para colocar o Onix na plataforma para dar uma boa olhada por baixo.

Logo viu que o carro tem eixo rígido na traseira e usa tambor de freio, mas na dianteira tem discos de freio para uma frenagem eficiente com o auxílio do ABS. Outra informação importante é que o Gilberto também já fez manutenção na bomba de vácuo do Onix que é mecânica e é acionada pelo eixo do comando de válvulas. Como o motor é turbo, ele gera vácuo só a baixas rotações, mas em rotações mais elevadas, o vácuo é gerado pela bomba mecânica. Olhando o tubo que sai do servofreio, tem uma divisão que vai para o coletor de admissão e a outra parte vai para a bomba de vácuo.

Essa bomba trabalha com lubrificação do óleo do motor e se deteriora quando há deficiência e chega a quebrar o eixo que movimenta o mecanismo interno que gera o vácuo.

O Lucas sempre lembra os clientes sobre a importância de manter o sistema de freio em dia e não é um serviço caro e garante a segurança dos ocupantes do carro e também dos demais que estão no trânsito e ainda mais que o Onix tem freios ABS com sistema de distribuição de frenagem e assistência de frenagem de urgência, tem controle eletrônico de estabilidade e de tração, tem assistente de partida em aclive, mas o cliente não sabe que tudo isso envolve o sistema de freios.

Para o Silvio a direção com assistência elétrica veio para ficar e qualquer pessoa que dirige um carro logo percebe se a direção é pesada, média ou leve, que pode ser traduzida em direção mecânica, direção hidráulica e direção elétrica. Para este tipo de direção não tem muito o que fazer quando surge defeito e a solução termina com a troca do componente por um novo e ele reforçou dizendo que direção é item de segurança, tem que colocar peça nova. 

Elétrica, eletrônica e conectividade

O Onix Midnight, assim como a maioria dos carros novos, tem conectividade que precisa da eletrônica e que só funciona com eletricidade e assim o Gilberto resumiu o funcionamento dos componentes que equipam o carro. Começando pelo alternador que é o responsável pela geração de energia, tem o funcionamento controlado eletronicamente, é mais conhecido como alternador pilotado. Na bateria é possível identificar o sensor que monitora a carga e a temperatura e essas informações são enviadas para o módulo que processa e envia comandos para o alternador gerar ou reduzir a alimentação.

O Silvio e o Lucas concordam que os carros estão cada vez mais dependentes da elétrica e da eletrônica para o seu funcionamento e para satisfazer as necessidades de comunicação e entretenimento dos seu proprietários e ocupantes, tem que ter muitos sistemas de conectividade e o Onix atende bem estas exigências das pessoas. 

O carro vem equipado com:

• MyLink compatível Android Auto e Apple Car Play;

• Multimídia com tela de oito polegadas;

• Sistema de áudio com seis alto-falantes;

• Acendimento automático dos faróis por sensor crepuscular;

• Sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré;

• Chave inteligente para destravamento das portas e partida da ignição por botão;

• Computado de bordo;

• Além do sistema de injeção eletrônica que monitora e controla desde o combustível no tanque até o controle dos gases que passam pelo escapamento.

Peças de reposição

Para o Silvio, o Gilberto e o Lucas, o Onix já está na sua segunda geração e pelo tempo de mercado, é possível encontrar peças na reposição nas lojas de autopeças e distribuidores, além da rede de concessionárias da marca que sempre tem ofertas interessantes e que os reparadores devem sempre fazer uma cotação mais ampla para economizar na hora da compra, mas não pode economizar na qualidade da peça, porque o retorno traz prejuízo para a oficina.

Considerando que o modelo testado tem um motor turbo de três cilindros e câmbio automático, é preciso tomar alguns cuidados e evitar passar orçamentos sem o cuidado de cotar as peças com antecedência.

As peças de manutenção básica como freio, suspensão, troca de óleo, são semelhantes aos outros modelos, com exceção deste motor que usa correia dentada banhada e o óleo tem que ser o recomendado pelo fabricante.  

Recomendações 

O Onix Midnight é um modelo de carro que o cliente vai usar com mais intensidade pelo estilo do carro, pelo motor turbo e o Silvio sabe bem disso e recomenda que as manutenções sejam bem rigorosas usando peças de total confiança e serviços executados com todo critério. Como a Interceptor é uma oficina que já tem bastante experiência em preparação de motores turbo, não dá para deixar nenhuma falha que possa comprometer o bom funcionamento do carro.

O Lucas, que ficou até com vontade de comprar um Onix Midnight, lembra que o cliente precisa ser bem orientado sobre o carro que é sofisticado e a manutenção tem que ser mais rigorosa, não porque no manual diz que a troca da correia é com 240 mil km e por isso vai esquecer que isso depende das trocas de óleo no período correto e com o óleo recomendado pela GM.

O Gilberto já fez manutenção da correia banhada a óleo, já trocou a bomba de vácuo e ele resume de forma simples, basta seguir o que está no manual do carro, caso contrário, o carro vai ter seu funcionamento comprometido. 

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